Saem dos viveiros da Ria de Aveiro cerca de 400 toneladas por ano, dando trabalho, diretamente, a dezenas de pessoas. A qualidade é reconhecida internacionalmente.
A atividade tem potencial para crescer e não falta entusiasmo, como acontece em Aveiro com um novo projeto que dá muita atenção também à vertente turística.
“Pode ser mais valorizada, temos qualidade de água excelente, talvez a melhor da Europa, muito apropriada para bivalves. É uma ria rica. Tem é de ser trabalhada, apostar mais mas com medidas ponderadas”, refere Sandro Sousa, um dos pioneiros da produção de ostra.
O produtor deu, entretanto, um mais um passo na cadeia de valor, ao investir cerca de meio milhão de euros num projeto de aquacultura, em Aveiro, que associa também turismo de natureza numa antiga marinha de sal, de acesso apenas por barco.
“Queremos valorizar o produto nacional, que seja vendido cá para não ser tudo exportado”, explica o proprietário da marinha ‘Passagem’, de sete hectares, junto à antiga lota, mas acessível apenas pela ria.
Os turistas e visitantes passaram a ter, assim, a possibilidade de visitar, a curta distância da cidade de Aveiro, um dos viveiros mais modernos do País. E no final, podem tomar parte em degustações onde poder comprovar as razões da (boa) fama da ostra da ria. Assim como ameijoa, salicórnia e peixe.
“Tem uma parte de degustação, que permite conhecer o nosso produto, mas também pode ser para lazer e descanso. Usufruir de um pequeno passeio na ria, a travessia, ou dar uma volta maior para verdadeiramente conhecer a ria”, referiu Sandro Sousa.
As marinhas deixaram de ser sustentáveis há muito tempo a produzir apenas sal.
“Esta aposta no ecoturismo e um risco, mas o futuro vai passar pelo sector. É um risco calculado que pensamos valer a pena”, concluiu o promotor da aquacultura na marinha ‘Passagem’.
Mais informação sobre a marinha ‘Passagem’ aqui.
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