Suzana Nobre, ilustradora revelada pelo livro “Rota do Bairro da Beira Mar”, em parceria com Suzana Caldeira, diz que desenhar ajuda a conhecer melhor e memorizar o que a rodeia.
“Gosto essencialmente de desenhar à vista e no local, tendo como base de trabalho os diários gráficos. Não tenho concretamente um tema preferido, mas existem uns quantos que são recorrentes nos meus desenhos e são o que mais me atraem: pessoas, concertos, paisagens rurais, elementos naturais e rústicos, pormenores. No ambiente urbano gosto de desenhar edifícios que tenham alguma particularidade histórica, simplesmente bonitos ou interessantes em termos de desafio de desenho. No registo de pessoas gosto muito de captar as suas expressões, tenho o hábito de, quando faço viagens de comboio, aproveitar para as desenhar, pois é uma boa oportunidade de apanhá-las sossegadas e distraídas com algo. As reportagens gráficas de um evento também é algo de que gosto muito, principalmente por ter pessoas, movimento, a possibilidade de deixar registado aquele acontecimento”, conta numa entrevista publicada pelo site NotíciasdeAveiro.pt.
O livro de Aveiro – “Rota da Beira Mar” surgiu através do convite da Suzana Caldeira da Explore – Aveiro Walking Tours, em algo de leitura acessível e que desse a conhecer a cidade de Aveiro, não só aos turistas mas também aos Aveirenses.
“Aceitei por achar que era um desafio muito interessante e que complementava de certa forma a história que os meus desenhos contavam. É para continuar, temos em mente outros projetos nos quais começámos a trabalhar, sobre outras zonas da cidade de Aveiro e outros temas”, revela a ilustradora.
“Aveiro vai sempre despertar todo o meu interesse pois é uma cidade de que gosto e sim, ainda tem muito para ser desenhado. Na verdade não desenho a cidade com a frequência que gostava, pois a disponibilidade não é muita, por isso a lista dos locais e elementos a desenhar ainda são bastantes. Os azulejos e as casas do bairro da Beira Mar, são uma parte da cidade que quero muito explorar, dão uma riqueza e identidade muito especial à cidade e tenho bastante interesse em regista-los. Então a ria é infindável, encontram-se paisagens e enquadramentos muito bonitos quando se explora a pé e com tempo” (continuar a ler entrevista no NotíciasdeAveiro.pt).
Mais info aqui http://suzananobredesenhos.blogspot.pt/