“Estórias de moleiros e moleiras, heróis anónimos de outras épocas”

“O último moleiro do rio”, livro de Armando Jorge de Carvalho Ferreira, foi lançado no dia 8 de Abril de 2017.  Um ano depois, o autor mostra-se satisfeito com as “reacções extremamente positivas” que tem recebido. “Excedem bastante as minhas próprias expectativas mais optimistas”, declarou.

A primeira obra de ficção deste engenheiro natural de Albergaria-a-Velha, conhecido pelas suas pesquisas e levantamento etnográficos em torno da área da molinologia, tem a forma de um único conto.

“Depois da publicação de diversas obras que tiveram como base a investigação e os trabalhos de campo efectuados na área da molinologia, procurando assim a documentação e valorização do nosso património molinológico, senti a necessidade de escrever sobre todos aqueles que comigo têm partilhado as suas memórias nos últimos anos, há mais de uma década e meia, desde que me comecei a dedicar à temática dos moinhos tradicionais. Escrever algo mais sobre as suas vidas, sobre um modo de vida que foi passando de geração em geração ao longo dos últimos séculos, mas que se foi extinguindo completamente ao longo das últimas décadas. Procurei assim ‘humanizar’ um pouco mais todo este património, sendo que este foi construído e mantido activo por pessoas, sem as quais nada existiria ou faria sentido”, contou.

O trabalho de ‘campo’ acabou por inspirar o conto. “Procurei sintetizar e ao mesmo tempo abarcar um conjunto de pequenas ‘estórias’, de que foi feita parte da história destes moleiros e moleiras, heróis anónimos de outras épocas. Todas as personagens deste conto têm por base homens e mulheres que terão vivido esses tempos, sendo que todo o enredo foi ficcionado e é da inteira responsabilidade do autor, embora tendo por base factos históricos do período onde este decorre, algures nos finais da década de sessenta do século XX, assim como factos da vida de alguns protagonistas reais, os quais me deram a honra de comigo partilharem as suas memórias”, explicou o autor.

“Como personagem principal temos um casal de moleiros, um dos últimos que continua a deslocar-se de forma sazonal ao moinho do grande rio. Com o ansiado regresso da guerra em África do seu único filho, este traz consigo uma outra visão do mundo e dos ventos de mudança que aos poucos, mas de forma inexorável, começavam a pôr em causa mentalidades e modos de vida. Nesse confronto entre a tradição e a modernidade, entre o apego à memória e a busca por um futuro diferente, cultivam-se os sonhos e perdem-se as ilusões, com a certeza porém de que nada será como dantes.
Este não é um livro sobre moinhos. É um livro essencialmente sobre pessoas. Atrevo-me a dizer que podia ser um livro sobre a história de vida de muitos de nós, se porventura tivéssemos vivido naquela época e confrontados com aquelas circunstâncias, seja aqui na nossa região ou em muitos outros locais do nosso país” (ler entrevista completa em NotíciasdeAveiro.pt.

Armando Ferreira » Mais informação aqui.

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